terça-feira, 5 de janeiro de 2016



SEU  OLHAR


Seu rosto permanece entre as neblinas...
Que a chuva formava...
Embaçando as vidraças...


Sinto o coração apertado...
Porque necessito ver o contorno...
De cada pedacinho do seu rosto...


Fui lá para isto...
Mas não consegui ver seus olhos...
Nem seu rosto...
A chuva me impediu...


Preciso olhar nos seus olhos...
Sentir a doçura que deles emana...
Doçura que nos pertence...


Mesmo que não admitas...
O clarão dos seus olhos conta...
O que os lábios não dizem...
E o racional nega...


Mas os vidros permaneceram embaçados...
Pela chuva caindo do céu...
E meus olhos...
Pela chuva que brota do coração...

                                              Maria da Graça
                                    04/03/2013




"Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar." (Dalai Lama)